19/10/2009

Berlin - Be Fritz for one week (6)

Com o excelente trabalho desenvolvido no dia anterior, em que conseguimos concluir o workshop que deveria ser nesta manhã, tivemos esta livre para podermos ocupar como quiséssemos. Uns aproveitaram para umas boas horas de descanso enquanto outros continuaram na sua descoberta da imensa Berlim.


A parte de tarde estava reservada para uma das actividades que gerou mais expectativa entre os jovens. Ao longo da tarde estaríamos distribuídos em grupos com diferentes actividades num mesmo local. Estas foram desde o voleibol de praia, desportos radicais até futebol de praia. O ambiente saudável inerente a estas situações tornou o convívio muito descontraído. A parte final do dia culminou com um rico "Hammermühle Rustic Barbecue" onde um sol de final de tarde fez questão de estar presente, o que juntamente com a música, cerveja e carne na brasa para comer no pão transformou este momento em algo para recordar. Um cenário de sonho para um jovem celíaco, quase sempre inacessível e pleno nesta ocasião.


A noite foi reservada para mais uma visita em grupo a um dos símbolos de Berlim. A torre da TV em plena Hermannplatz, onde pudemos desfrutar de uma perspectiva pouco acessível da cidade a umas boas dezenas de metros do chão. A noite continuou para os mais resistentes na agitada vida nocturna Berlinense, enquanto que os menos afoitos optaram pelo descanso na pousada.

João

18/10/2009

Berlin - Be Fritz for one week! (5)

Terça de manhã estava reservada para a visita ao centro de informação da União Europeia em Berlim. Fomos recebidos neste gabinete por um representante da UE com quem o nosso grupo trocou ideias sobre a cidadania europeia e particularmente sobre segurança alimentar para os celíacos na UE.



Em Berlim as embaixadas sueca, norueguesa, dinamarquesa, islandesa e finlandesa situam-se num conjunto único de edifícios. A convite da embaixadora sueca almoçámos num restaurante nas Embaixadas Escandinavas.


Depois de uma tarde livre para descobrir novos recantos da cidade, juntámo-nos à noite em dois workshops. Num, os elementos do grupo tornaram-se actores e interpretaram situações correntes do quotidiano dos celíacos, que foram depois discutidas pelo grupo. No outro, os participantes preencheram um pequeno questionário descrevendo, segundo vários aspectos, a situação dos celíacos e da associação nacional e grupo de jovens no seu país.

13/10/2009

Voz aos leitores


Ao desafio que lançámos aos leitores do Sem Espiga para que partilhassem as ideias que têm para iniciativas e actividades que a APC Jovem poderia dinamizar, recebemos dois comentários com várias ideias. Percebemos por estes que algumas das actividades que se têm vindo a desenvolver, quer pela APC Jovem quer pela APC, vão ao encontro das ideias e necessidades que foram expressas nos comentários. Um exemplo disso são as palestras em que a APC está presente sempre que pode (como foi explicado no comentário de resposta, por vezes é difícil participar e desenvolver mais este tipo de iniciativas dado os poucos recursos que a APC dispõe) e os recentes workshops para que os segredos e truques de cozinhar sem glúten o deixem de ser. Tal como foi sugerido no comentário de resposta, estes tipos de eventos podem ocorrer quando são solicitados pelos sócios, sempre que se reúnam as condições para tal. Ficamos à espera de solicitações.

Foi-nos também sugerido que deveríamos apostar essencialmente em três pontos-chave: promover acções de rastreio de forma a diminuir a taxa de não diagnosticados, que como sabemos no caso da DC é muito elevado; a divulgação nos mass media; e compilar informação útil a todos os celíacos. Quanto ao primeiro ponto, concordarmos com a extrema importância de diminuir o número de sub-diagnosticados, sendo que já foi realizada uma destas acções de rastreio num centro comercial e brevemente vai acontecer outra em Mértola no dia 16 de Outubro, dia Mundial da Alimentação. Dado que este tipo de acções de rastreio públicas envolvem alguma complexidade, é de facto importante estabelecer contactos com entidades que nos possam auxiliar nesta organização. A APC tem alguns contactos deste tipo, pelo que se a oportunidade surgir será com certeza analisada. Quanto à divulgação, esta tem sido uma aposta forte da APC na qual a APC Jovem tem estado presente pois também consideramos essencial passar as nossas mensagens. Inclusivamente, a APC esteve presente por duas ocasiões, este ano, em programas de televisão. Estamos sempre atentos a estas oportunidades, tentando estabelecer contactos e parcerias que nos tragam visibilidade, e, como tal, apelamos a todos que tenham conhecimento de programas e meios que se coadunem com a transmissão destas informações, que passem a palavra. Também nos parece que juntar a informação, num “manual de sobrevivência” por exemplo, é uma tarefa muitíssimo importante. É necessário reunir a informação e experiência que todos nós temos e partilhá-la entre nós. O Sem Espiga é um espaço que queremos e esperamos, ajude a cumprir este objectivo.

Um agradecimento especial às leitoras Flor Gonçalves e Mom2lucas tanto pelas ideias e sugestões como pela disponibilidade em participar e ajudar!

Contamos, em todos os momentos, com a participação de todos, com os seus comentários, ideias, sugestões, etc.

APC Jovem

10/10/2009

Doença celíaca e infertilidade




Infertilidade inexplicada e abortos espontâneos são dois dos sintomas menos falados da Doença Celíaca. A DC pode afectar a fertilidade, a gravidez e o ciclo reprodutivo feminino ao longo da vida.

É nas mulheres que a doença celíaca provoca mais alterações no sistema reprodutivo, contudo - ainda que numa percentagem muito reduzida -, a DC também tem prevalência em homens com esta condição.

Vários estudos sobre a infertilidade inexplicada nas mulheres, por exemplo quando não há infertilidade do parceiro ou obstrução tubular, referem a doença celíaca como a causa, em 4% a 8% dos casos.

A doença pode induzir atrasos no aparecimento da menarca (primeira menstruação), amenorreia secundária (ausência de menstruação durante três ou mais meses), e uma menopausa precoce, que pode chegar dois a três anos mais cedo do que o normal.

Estas alterações e a elevada incidência de abortos espontâneos, outro dos sintomas, contribuem para que as mulheres com doença celíaca tenham filhos mais tarde. Contudo a DC não tem apenas efeitos nas mães. Os bebés também são atingidos.

Os efeitos mais comuns referidos nos estudos são retardamento do crescimento fetal intra-uterino, parto pré-termo (prematuro), risco de nascimento por cesariana, bebés com baixo peso e reduzido período de amamentação.

Algumas destas consequências podem ser corrigidos por uma dieta isenta de glúten, até hoje a única “medicação” eficaz para a doença. Muitas mulheres após cerca de nove meses a fazer uma dieta sem glúten engravidam, têm bebés com peso normal e um período de amamentação regular.