06/10/2013

A Nova Era Sem Glúten

Existe uma nova dieta para perder peso de forma saudável considerada revolucionária: dieta sem glúten!, assente no mito de que o glúten engorda.
Nós celíacos claramente achamos revolucionário que quando estamos doentes e retiramos permanentemente o glúten da nossa alimentação, passamos a ser saudáveis.

O que muitos ainda não sabem é que para tornar os alimentos que não são naturalmente isentos de glúten mais saborosos e consistentes, é utilizada uma maior quantidade de hidratos de carbono e lípidos e, por isso, consumir produtos sem glúten não permite ter uma alimentação mais saudável e, muito menos, emagrecer. Retirar alimentos com alto teor de hidratos de carbono, quer contenham glúten ou não, isso sim, ajuda a perder peso.
Seria de esperar de que com a crescente adesão à nova moda, e com a palavra «glúten» mais
disseminada, se alcançasse um maior conhecimento sobre o que é o glúten e a doença celíaca. Mas parece que não. O símbolo «sem glúten» actualmente ilude os consumidores e leva-os a pensar que estão a consumir produtos mais saudáveis, mesmo que estejamos a falar de água…
Sim, leram bem, água! Parece que fora de Portugal a tendência é mais forte, as empresas e os comerciantes perceberam que a nova dieta veio para ficar, e até algumas marcas de água optaram por colocar o símbolo SG no rótulo, e os bolos sem glúten nas pastelarias são os primeiros a acabar.
A nós resta-nos esperar que as pessoas se tornem mais informadas - procurando sempre contribuir para transmitir informação correcta e actualizada - , não comprem água mais cara porque não tem glúten e deixem umas fatias de bolo para os celíacos.

24/09/2013

Ce(r)líaco

Olá a todos! Chamo-me Sara e tenho 21 anos. Escrevo para vos deixar o meu testemunho enquanto celíaca.
Para poder contar a minha história tive de pedir a maior parte das informações aos meus pais, pois foi-me diagnosticada Doença Celíaca (DC) com 2 anos de idade.
A DC não foi novidade para os meus pais pois a minha irmã, que é mais velha, também é celíaca. Por esta razão, a minha pediatra aconselhou os meus pais a introduzir o glúten na minha alimentação a partir de 1 ano de idade.
Passados alguns meses após introdução do glúten na alimentação, começaram a aparecer os primeiros sintomas: começou-se a notar pouco aumento de peso, abdómen distendido e, por fim, a diarreia.
Os meus pais começaram a perceber que estes sintomas eram muito parecidos com os da minha irmã e desconfiaram que seria DC. Comunicaram logo com a Dra. Inês Pó, a pediatra da minha irmã na consulta de gastroenterologia no Hospital da Estefânia, que entretanto já seguia mais ou menos o meu crescimento. Fiz então as análises necessárias e a biópsia jejunal e foi-me diagnosticada Doença Celíaca em Novembro de 1993.
A partir daí comecei a dieta isenta de glúten sem nunca mais ter problema nenhum.
Entretanto, quando entrei no infantário, os meus pais informaram as educadoras da situação e levavam os meus produtos sem glúten para serem lá confecionados. Nessa altura a DC ainda era muito desconhecida e estranha para as pessoas.
Entretanto quando comecei a escola, desde o 1º ano até ao fim da Universidade, comia nas cantinas e normalmente havia sempre alternativas que eu pudesse comer, caso contrário levava comida de casa. 
Como se sabe, nem tudo é um mar de rosas, e por exemplo, em festas de anos, enquanto todos os meninos comiam as famosas sandes de Panrico, eu não tinha assim muito por onde petiscar. Mas, felizmente, com o passar dos anos, cada vez há mais produtos sem glúten iguais aos outros, o que está cada vez mais a facilitar a nossa vida. Penso que a DC está cada vez a parecer menos um bicho de 7 cabeças e hoje em dia, e desde há muitos anos atrás, não me imagino se não tivesse esta intolerância pois estou já muito habituada e familiarizada.



19/07/2013

Beat the Wheat

Encontra-se disponível aqui a nova edição do boletim da CYE, Beat the Wheat.

Na nova edição podemos ver as novidades de outros países da Europa: eventos que ocorreram, histórias de outros celíacos e de uma viagem a Nova Iorque, novas receitas e novos projectos, como um curso realizado em Itália que se realiza durante 7 dias a bordo de um barco.

E ainda contém a história da Associação Celíaca da Argentina e informações acerca da segunda edição "Expocelíaca", ocorrida no mesmo país.

21/04/2013

Nova edição do Beat the Wheat

Já saíu a 4ª edição do Beat the Wheat, o boletim da CYE. Conta com histórias, receitas, notícias e muito mais, provenientes de diversos países da Europa. Não deixes de ler!
Podes aceder ao boletim aqui.