11/08/2009

A APC Jovem vai a banhos...


Caro leitor,

Agosto é, por excelência, o mês das férias dos portugueses. Os membros da APC jovem não são excepção e, como tal, até ao início de Setembro não acontecerão actualizações no nosso blogue. Prometemos voltar em Setembro, na frequência a que o temos habituado. Traremos novidades fresquinhas (não podemos esquecer que o João e o Filipe andaram pelo Summercamp da coeliac youth of europe), novas sondagens e novos eventos com a nossa marca na organização (sim, porque agora até já nos pode identificar através da nova tshirt da APC Jovem). As férias, mais do que um descanso, são o período de que necessitamos para nos reorganizar e redefinir estratégias e prioridades. É que 2010, mais coisa menos coisa, está a chegar. E nós queremos um ano em grande. Sempre SEM ESPIGA!

Boas férias!

Ana, Carmen, Daniela, Filipe, João, Marta, Vanessa
APC Jovem

03/08/2009

Contaminação cruzada




Uma dieta isenta de glúten implica o consumo de alimentos, natural ou artificialmente, sem glúten. No grupo dos alimentos naturalmente isentos de glúten incluem-se: carne, peixe, arroz, batatas, fruta e legumes. A aveia, que também se inclui no grupo anterior, está contudo muito sujeita a contaminação cruzada sendo desaconselhado o seu consumo excepto se o produtor garantir que não teve contacto com outros alimentos com glúten.

A contaminação cruzada ocorre quando um alimento sem glúten entra em contacto com outro alimento, utensílio ou superfície com glúten. No caso da aveia é comum isto acontecer durante a fase de processamento desta que muitas vezes é feito em conjunto com o do trigo ou do centeio. Desde a fase da plantação, embalamento, até ao prato é possível o alimento ter sido exposto ao glúten.

Como a maioria das listas de ingredientes não é esclarecedora, em caso de dúvida o mais sensato é contactar a marca para saber se o produto foi manipulado em instalações ou em linhas de produção separadas ou totalmente limpas. O processo de fabrico é uma das principais fontes de contaminação cruzada, porém existem outras como as lojas que vendem comida a peso, a nossa própria casa, a casa de familiares ou amigos, restaurantes e hotéis.

Em qualquer um destes locais é importante ter utensílios e alguns electrodomésticos separados e ter tudo, de bancadas a formas, muito bem limpo para evitar o risco de contaminação. Uma das soluções mais práticas quando se utiliza o mesmo forno, fritadeira ou máquina de fazer pão para cozinhar com e sem glúten é cozinhar primeiro a comida sem glúten e guardá-la para não haver risco de contaminação.

A nossa casa é o local mais fácil para controlar o risco de contaminação cruzada porque sabemos o que acontece desde que os alimentos passam a porta. Em casa podemos ter os produtos sem glúten em prateleiras/armários separados, duas torradeiras, dois cestos de pão, duas embalagens de manteiga ou optar por embalagens tipo squeeze para evitar que facas com vestígios de glúten voltem a mergulhar nos frascos de doce e os contaminem.

Em casa de familiares e amigos que frequentemos com assiduidade podemos ter alguns produtos sem glúten como pão, tostas e massas na despensa. Também podemos oferecer-nos para ajudar a cozinhar e/ou levar alguns pratos sem glúten. Assim temos a certeza de que há pelo menos um ou dois pratos que podemos comer. Esta estratégia também pode vir a ser útil em casamentos, piqueniques ou outros eventos do género que envolvam comida.

Nos restaurantes é da máxima importância confirmar se a mesma porção do balcão, utensílios (tábuas, facas, tabuleiros) e electrodomésticos (forno, fritadeira) que vão ser utilizados para confeccionar a nossa refeição não estão em contacto com alimentos com glúten. Nas refeições de buffett convém confirmar se os talheres de servir não estão a ser partilhados entre tabuleiros e se as pessoas que a estão servir, por vezes com as mãos, trocam de luvas entre a preparação de uma baguete e a nossa salada.

Para quem desconhece a doença celíaca os cuidados que tomamos para evitar a contaminação cruzada podem parecer mania ou obsessão, contudo cada um tem a sua sensibilidade e consumir nem que de forma inconsciente um bocadinho de glúten aqui, outro ali ou acolá sob a forma de migalhas, pó de farinha, ou qualquer outro veículo vai fazer com que este fique acumulado no organismo e prejudique a nossa saúde.

30/07/2009

Questões sem Glúten - Análise Semanal


Em relação ao tema abordado na sondagem desta semana (“Como faz no restaurante?”), a participação rondou os 30 votos, tal como habitual nas sondagens do Sem Espiga. Também devido ao número de visitas diárias podemos concluir que nem o calor que se faz sentir impediu que continuássemos a ser visitados diariamente por uma elevada percentagem de leitores.

Em relação à análise semanal em específico, a resposta mais votada desta semana foi “Escolho um prato naturalmente sem glúten e não menciono que sou celíaco”, com 48% dos votos. Em relação a esta opção e sem querer entrar em alarmismos, a APC Jovem informa que esta não é, de todo, a solução mais aconselhável. É sabido que em inúmeros restaurantes o peixe grelhado é passado na farinha para que a pele não fique colada à grelha, é sabido que muitas vezes as sopas são engrossadas com farinha de trigo e, a grande maioria dos pratos (inclusive o arroz), é apurada com recurso a caldos, nem sempre da marca Knorr, mas de outras marcadas NÃO TESTADAS pela APC.

Com 41% dos votos ficou a opção “Informo e peço informações ao empregado de mesa”. Esta escolha indica claramente que existe uma preocupação elevada com o cumprimento da dieta SG que não impede, contudo, que se faça a mesma vida social que no período antes do diagnóstico. Pela experiência pessoal dos membros da APC Jovem, sempre que se explica a um empregado de mesa que se tem doença celíaca não sendo a dieta uma questão de “moda ou mania”, este é prestável dizendo a verdade no respeitante à confecção dos pratos e falando muitas vezes com o cozinheiro. Devemos, contudo, reforçar que é uma questão de saúde com consequências graves a longo prazo para que, quem nos serve, fique ciente da importância do cumprimento da dieta bem como da evicção de contaminação cruzada (próxima entrada no “Sem Espiga” abordará esta matéria). Recordamos ainda que, caso viaje para outros países europeus e deseje comer em restaurantes, deverá visitar o site da Coeliac Youth of Europe (link disponível na barra direita do blogue) escolhendo, neste site, a opção Travel Net e seleccionando a bandeira do país que pretende visitar.

Prosseguindo na nossa análise, verificou-se que dois dos nossos leitores (6%) não frequentam restaurantes. Reforçamos a ideia de que pelo menos os restaurantes La Trattoria (Lisboa), Moinho Alentejano (Almada), Canto dos Sabores (Vendas Novas) e Churrasco e Companhia (Ermesinde), servem comida adaptada a celíacos, cumprindo todas as normas na confecção dos seus pratos e na limpeza das suas cozinhas. A APC e a APC Jovem continuam os seus esforços para aumentar a lista de restaurantes “verdes” disponíveis.

Por fim, um leitor seleccionou a opção “falo sempre com o cozinheiro”, o que nos parece claramente uma opção acertada uma vez que, por norma, estes são bastante disponíveis. Nenhum leitor seleccionou a hipótese “vou apenas onde já sou conhecido”.

Gostaríamos, mais uma vez, de apelar à sua participação nas votações e nos comentários às sondagens. Neste caso concreto seria bom que partilhasse nomes de restaurantes que costuma frequentar e são sensíveis à causa celíaca. Todos juntos fazemos a diferença. Obrigada.

APC Jovem

24/07/2009

No Glut - Tarte de Pastel de Nata


O mais conhecido bolo português transformado em tarte. Esta receita, de uma sócia da Associação Portuguesa de Celíacos (APC), fez imenso sucesso no Encontro Nacional da APC que decorreu em Dezembro passado, em Leiria.


Ingredientes

Massa

100g de margarina vaqueiro
200g de açúcar
200g de farinha Schär Mix C
1 colher de sobremesa de fermento Royal
2 ovos


Recheio

250g de açúcar
3 gemas
5 dl de leite
4 colheres de sopa de farinha Schär Mix C
Casca de um limão



Preparação

Misture a margarina com o açúcar, os ovos, e por fim a farinha e o fermento. Amasse tudo e coloque numa tarteira já previamente untada com margarina. Leve ao forno pré-aquecido a 180º durante 30 min. e deixe cozer.

Enquanto coze a masse prepare o recheio: misture todos os ingredientes e leve ao lume a engrossar, quando grosso retire-lhe a casca do limão.

Quando a massa já estiver cozida verta sobre ela o creme. Leve novamente ao forno com grill e deixe queimar a gosto tipo pastel de nata.