31/05/2009

NoGlut

QUEIJADAS DE LEITE

Aqui fica a receita das queijadas de leite que tanto sucesso fizeram no piquenique de ontem (e do qual brevemente iremos colocar algumas fotografias no blogue).




Ingredientes:

Leite - 0.5l
Manteiga - 2 colheres de sopa
Farinha MixC Shar - 100g
Açúcar - 250g
Ovos - 4
Aroma de Baunilha - 1 colher de café
Manteiga e farinha qb para barrar as formas

Preparação:

Ligue o forno a 200ºC e unte pequenas formas com manteiga, polvilhadas de um pouco de farinha e reserve. Leve ao lume o leite e quando ferver junte-lhe a manteiga. À parte misture a farinha com o açúcar seguindo-se os ovos um a um. Misture até obter um preparado homogéneo. Aromatize com a baunilha e regue com o leite em fio mexendo continuamente. Distribua o preparado pelas formas, coloque-as sobre um tabuleiro e leve-as ao forno sensivelmente por trinta minutos. Deverá desenformar as queijadas ainda mornas.

BOM APETITE!

Carmen G.

28/05/2009

O exemplo de Peter Benenson


Peter Benenson (1921-2005) foi o fundador da Amnistia Internacional. Nascido em Inglaterra, frequentou Eton e estudou História em Oxford.

Com 16 anos lançou a primeira campanha: encontrar apoios, durante a Guerra Civil de Espanha, para uma organização que ajudava os órfãos de guerra filhos de Republicanos. A sua campanha seguinte foi para ajudar os Judeus que fugiam da Alemanha nazi, e conseguiu juntar 4.000 libras para trazer dois jovens judeus alemães para o Reino Unido. Após deixar Eton, ajudou a sua mãe a encontrar lares em vários países para as crianças refugiadas que chegavem a Londres.

Depois de se graduar em Oxford, Peter entrou para o exército britânico, onde estudou Direito. Deixou o exército para praticar advocacia.

Em 1961, enquanto lia o jornal no metro de Londres, indignou-se com a história de dois estudantes portugueses que foram condenados a 7 anos de prisão por brindarem à Liberdade. Peter escreveu um artigo de primeira página intitulado Os Prisioneiros Esquecidos (The Forgotten Prisoners) no jornal The Observer, procurando mobilizar a opinião pública. Até então nunca se tinha tentado um apelo em prol dos Direitos Humanos em tão grande escala.

A resposta foi esmagadora. Nos anos que se seguiram a Amnistia Internacional cresceu até se tornar uma importante organização mundial de defesa dos Direitos Humanos.

Peter Benenson era celíaco. Juntamente com Elizabeth Segall, mãe de uma criança celíaca, fundou em 1968 a Coeliac UK, com o objectivo de divulgar a doença celíaca e estimular o seu estudo. A Coeliac UK é hoje uma instituição dinâmica que participou em vários projectos de investigação científica e clínica sobre doença celíaca.

Peter Benenson contribuiu para a existência e a influência actual das ONG, grupos de voluntários e campanhas públicas, que hoje podemos dar por adquiridos.

Ser celíaco não o impediu de dar um contributo importantíssimo para o Mundo contemporâneo e ganhar o seu lugar na História.

25/05/2009

Questões sem glúten - análise

A comercialização de produtos sem glúten tem crescido de acordo com a maior procura por parte da população para qual ele é prejudicial. Inicialmente, os produtos específicos para uma dieta celíaca apenas estavam disponíveis em locais especializados como as farmácias e lojas dietéticas. A necessidade de dar resposta a um maior número de interessados, bem como a evolução na forma de comercializar os produtos (Internet), levou a que os produtos SG estivessem disponíveis num maior número de locais como comprova a variedade de respostas à questão "sem glúten" desta semana.


Com um total de 37 votantes, a resposta maioritária foi Lojas da rede Dietimport(Celeiro)- 59%. Esta elevada percentagem talvez se deva ao elevado grau de especialização desta cadeia em produtos dietéticos, fornecendo uma maior variedade de produtos SG relativamente às lojas comuns, bem como um melhor acompanhamento por parte dos seus profissionais, visto estarem mais familiarizados com as especificidades da DC. Estes factores aliados ao desconto da APC presente nestas lojas talvez fidelize mais o consumidor deste tipo específico de produtos a esta cadeia.


Com menores percentagens (10%) estiveram as escolhas nas grandes superfícies e lojas regionais com desconto APC, realçando-se de forma positiva o facto de grande scompanhias disponibilizarem produtos SG, mas que a menor variedade e a deficiente organização dos produtos específicos da dieta SG (ex: mistura na mesma prateleira de produtos SG e outros sem lactose mas com glúten), talvez ainda não faça com que esta opção tenha uma maior percentagem.


De realçar ainda a opção das farmácias e parafarmácias (8%) como locais de aquisição de produtos SG, estando esta probabilidade talvez relacionada com a maior confiança nestas possibilidades relativamente a outras sem a sua especificidade, bem como nas pequenas localidades ser esta a única opção como ponto de venda de produtos SG. De notar que o número de farmácias e parafarmácias com produtos SG diminuiu à medida que estes começaram a estar disponíveis noutros locais.


Com as percentagens menores (5%), estiveram as escolhas nas lojas regionais sem desconto APC e lojas online, assinalando-se que o desconto proveniente de ser associado é um factor que faz com que as lojas que tenham acordo com a associação sejam privilegiadas pelos celíacos relativamente às que não têm. A pequena percentagem das lojas online, talvez se deva ao facto deste formato ainda ser um pouco desconhecido da população portuguesa, embora a variedade deprodutos SG seja enorme.


Dê a sua opinião e vote na questão "sem glúten" semana!

22/05/2009

Terapêutica prejudicial a celíacos: mito ou realidade?


Certamente que todos nós já fomos, pelo menos uma vez, confrontados com a informação de que existem medicamentos que, por conterem amido de trigo, não são aptos para celíacos. A APC jovem decidiu estudar aprofundadamente esta temática sendo que, a ideia inicial, era a realização de uma lista com os medicamentos interditos, no entanto, após pesquisa exaustiva e contactos com o INFARMED fomos informados de que não existem medicamentos prejudiciais para celíacos.

A realidade, segundo o INFARMED, é que de acordo com a guideline Excipients in the label and package leaflet of medicinal products for human use, os medicamentos que contêm na sua composição amido de trigo devem referir no folheto informativo que a sua administração é adequada para doentes celíacos e que aqueles que tenham alergia ao trigo não o devem tomar (nr. A DC não é uma alergia mas sim uma doença do tipo auto-imune). Esta mesma guideline refere que o amido de trigo pode conter glúten mas apenas em quantidades vestigiais e que, portanto, são consideradas seguras para os doentes celíacos. A quantidade de glúten é avaliada tendo por base os testes de doseamento de proteínas totais descritos na Farmacopeia Europeia.

Podemos então concluir que o amido de trigo, na dosagem presente nos comprimidos é seguro para todos nós. Sabemos, contudo, que poderão surgir algumas “desconfianças” e a necessidade de jogar pelo seguro de muitos celíacos mas, para este caso apresentamos o exemplo de medicamentos como o Flexar (anti-inflamatório) e o Fenergan (anti-histamínio) que contêm na sua composição amido de trigo e descrevem no seu folheto informativo que “Este medicamento contém amido de trigo. Adequados para indivíduos com doença celíaca. Doentes com alergia ao trigo diferente de doença celíaca não devem tomar este medicamento”.

Segundo informação do INFARMED, todos os medicamentos com amido de trigo deveriam trazer esta advertência, ou seja, todos são seguros para celíacos mas não devem ser tomados por pessoas com alergia ao trigo (em breve iremos apresentar aqui no SEM ESPIGA um texto com a diferença entre doença celíaca e alergia ao trigo). Existem inclusive casos como o do flagyl (anti-infeccioso) que não tem substituto directo (pelo menos para o sexo masculino pois as mulheres dispõem da forma terapêutica de óvulo vaginal), e que muitos celíacos não tomam, infundadamente, prolongando assim a infecção.

Reforçamos a ideia de que os medicamentos com amido de trigo na sua composição apresentam-no em quantidades vestigiais, muito mais baixas em termos de partes por milhão, do que as próprias farinhas, que adquirimos como isentas de glúten. Os medicamentos são seguros sendo creditados por uma norma europeia. Não deverá, no entanto, de deixar de se aconselhar com o seu médico.

APC Jovem