16/11/2008

Ce(r)líaco

Decorria um quente dia de Julho quando eu, uma miúda feliz que comia hambúrgueres, pizzas e gelados à discrição, descobri que era celíaca. Pergunta: “O que é isso?”. Até aí, glúten para mim era apenas uma palavra na caixa da Cerelac!

Voltando um pouco atrás, há já alguns meses que eu tinha sintomas, ficava muito enfartada depois de cada refeição, demorava horas a fazer a digestão e raramente tinha fome. Apesar de nunca ter deixado de comer, fui perdendo peso, mas mesmo assim não prestei muita atenção. Estava a tomar comprimidos para a circulação (para tentar evitar o mal das frieiras que se abate sobre mim todos os Invernos!), os quais têm como efeito secundário o enfartamento. Pensei que estava explicado.

Um dia, fartei-me de andar assim e fui ao médico. A médica que me viu disse que eu podia ter uma gastrite ou uma úlcera e mandou-me fazer uma endoscopia para confirmar.Passados uns dias, lá estava eu no hospital, à espera do bom do exame e com os nervos à flor da pele. Valeu-me o apoio da minha mãe, que sempre me ajudou e apoiou na vida, e que, naquele dia, fez o seu melhor para me animar, quando também ela estava preocupada.

E foi este o dia em que ouvi pela primeira vez as palavras “Doença Celíaca”, pois tinha sido esse o diagnóstico feito pela Dra. Cristina Lobato, faltava apenas confirmar com o resultado da biopsia.A Dra. Cristina falou-me da APC e deu-me o contacto de outra das suas pacientes, que também era celíaca e que me podia ajudar. E não é que encontrei mesmo uma rapariga simpática que logo se prontificou a dar-me dicas úteis? (Não é, Carmen?!)

Esse ano de 2007 foi também o ano em que entrei para a faculdade e tive de aprender a gerir a vida de universitária com uma dieta isenta de glúten, o que até não se revelou tão difícil como eu pensava. Passei a levar almoço quando tenho de almoçar na faculdade e para onde quer que vá, levo sempre um pacote de bolachas comigo. Descobri que existem coisas sem glúten bastante saborosas!

Agora, as minhas amigas já estão habituadas ao meu comer “diferente”, apesar de haver ainda pessoas que pensam que eu só como refeições de dieta e bolachas secas. Faço o meu melhor para as informar e riu-me do assunto.Em casa, tenho um armário exclusivo para os meus produtos e a minha mãe continua a fazer a “comidinha” que eu gosto, bastando um pequeno ajuste de receitas.

Apesar de estar privada de algumas coisas, a vida como celíaca não é assim tão má. De facto, o maior passo a dar, e provavelmente o mais difícil, é levar a sociedade a conhecer e a aceitar esta nossa condição de celíacos, para que não sejamos vistos como uma pequena franja da população que sofre de uma doença pouco conhecida e “esquisita”.
Vanessa D.

12/11/2008

NOGLUT...

Mais uma receita que esperamos faça as delícias...

Lasanha “à la mãe”

Ingredientes

- 1 pacote de massa de Lasanha
- Refogado
Cerca de 750g de carne picada
1 cebola
3 dentes de alho
Sal q.b.
Azeite q.b.
Vinho q.b.
- Molho Bechamel
1 colher de sopa de margarina
1 colher de sopa (bem cheia) de farinha Maizena
1 chávena de leite quente
1 pacote de natas
Sumo de metade de um limão
Sal q.b.


Preparação
Refogar tudo em cru, até a carne cozer.

Molho Bechamel
Derrete-se a margarina, coloca-se a farinha e junta-se o leite bem quente, mexendo sempre para não encaroçar. Deixa-se ferver um bocadinho, põe-se o sal (fino), junta-se as natas e o sumo do limão. Deixa-se ferver mais um bocadinho.
Nota: se a farinha encaroçar, passar com a varinha mágica.

Num tacho de água a ferver com sal, colocar a massa 4 a 5 minutos a cozer.

Num tabuleiro, colocar uma camada de massa e de carne (e se gostar, uma fatia de queijo). E assim sucessivamente.
Por fim colocar o molho Bechamel e, se gostar, queijo ralado.
Levar ao forno ou microondas para tostar.


Dicas e truques são sempre bem-vindos ;)


Bom apetite!!


Daniela B.

09/11/2008

Curiosidades

Para começar da melhor maneira a semana, o mais fino humor sem glúten.
Para ver ou rever, o excerto do programa "Zé Carlos " dos Gato Fedorento, onde a doença celíaca assume protagonismo!




Boa semana!

04/11/2008

Pão de Forma (1 Kg)


Receita actualizada a 22/04/09



Tempo de preparação: 15 min.
Tempo de cozedura: 30-40 min.


Ingredientes

leite, a quantidade necessária
50g de levedura fresca
10g de sal
1 colher de sopa de açúcar
200g de amido de milho (maizena)
200g de polvilho azedo
150g de leite em pó
1 ovo
6 colheres de sopa de óleo


Preparação

Aqueça o leite (no máximo até 40º), junte a levedura, o sal e o açúcar e deixe espumar. Misture o amido de milho, o polvilho azedo e o leite em pó. Junte aos ingredientes secos o ovo, o óleo e a espuma que se formou com a levedura.


Misture tudo até ficar com uma massa semi-espessa que dê para bater com uma colher. Deite a massa numa forma (de preferência com tampa) previamente untada, envolva-a com papel aderente e cubra com um pano. Guarde num local sem correntes de ar durante 20-25 min.
Depois de a massa levedar (quando faltar um dedo, a dedo e meio, para chegar ao topo da forma) coza-a entre 105º e 130º durante 30-40 min.